Teste de Gôndola virtual

Monte a prateleira com seus produtos e os dos concorrentes, com preço, e veja o que o comprador escolheria de verdade — inclusive quando ele não escolhe nenhum.

O que é um teste de gôndola

É uma prateleira virtual: o respondente vê os produtos lado a lado, com embalagem e preço, e escolhe como escolheria no mercado. Em vez de perguntar “qual você prefere?”, o teste reproduz a situação em que a decisão realmente acontece — com o concorrente ao lado e o preço na frente.

A diferença está no contexto. Preferência isolada infla a intenção: quase todo mundo prefere a marca melhor quando ela não custa nada. Na gôndola, essa preferência disputa com R$ 2,00 de diferença, com o tamanho da embalagem e com a marca vizinha — e é aí que a resposta muda.

O teste roda em cenários. O mesmo comprador vê a prateleira mais de uma vez, com preços diferentes, e a comparação entre as rodadas é o que produz o dado que interessa: quem troca de marca, quem troca de tamanho e quem simplesmente desiste da compra.

O que ele responde

  • Share de escolha — Com o preço à vista, quantos escolhem cada SKU do conjunto.
  • Sensibilidade a preço — O que acontece com a sua participação quando o seu preço sobe ou o do concorrente cai.
  • Canibalização — O item novo tira venda do concorrente ou do seu próprio portfólio.
  • Embalagem e visibilidade — O que é encontrado na prateleira e o que passa despercebido.
  • Sortimento — Qual item pode sair da gôndola sem fazer o comprador desistir da categoria.
  • Perda para a categoria — Quantos não levam nada quando o preço sobe — o número que a pesquisa de preferência esconde.

Como o estudo roda

Da montagem da prateleira ao share de escolha, sem consultoria no meio.

  • 01. Monte a prateleira — Suba as imagens dos produtos, seus e dos concorrentes, com marca, variante e tamanho.
  • 02. Defina os cenários de preço — Um preço de referência e as variações que você quer testar — o seu subindo, o do concorrente caindo.
  • 03. Escolha quem responde — Sua base de clientes ou o painel de respondentes, quando o estudo precisa de quem compra a categoria.
  • 04. O comprador escolhe — Ele vê a prateleira embaralhada, com preço, e leva o que levaria — ou nenhum.
  • 05. As rodadas se repetem — O mesmo respondente passa por cenários diferentes, o que permite comparar a mesma pessoa consigo mesma.
  • 06. O resultado sai pronto — Share por SKU, curva de sensibilidade e para onde foi quem deixou de levar o seu.

Quando vale rodar

  • Antes de mexer no preço — Descobrir se o aumento troca a sua marca pela do concorrente ou tira o comprador da categoria.
  • Lançamento de SKU — Ver de quem o item novo tira venda — e o pior cenário é ele tirar do seu próprio portfólio.
  • Rebranding e nova embalagem — Conferir se a embalagem nova continua sendo achada na prateleira, e não só se é mais bonita.
  • Negociação com o varejo — Chegar na reunião com dado de escolha, não com opinião sobre gôndola.

O que você recebe

  • Share de escolha por SKU — Em cada cenário, com a diferença entre eles calculada.
  • Matriz de troca — Quem deixou o seu produto e para onde foi — inclusive para “nenhum”.
  • Curva de sensibilidade — Como a sua participação reage a cada faixa de preço testada.
  • Recorte por perfil — O mesmo resultado por região, renda ou hábito de compra, quando a amostra permite.
  • As abertas analisadas — O porquê da escolha, lido pela IA e agrupado por motivo, junto do número.

Um exemplo concreto

Uma fabricante de bebidas quer subir 8% o preço da garrafa de 2 L e a diretoria comercial garante que o consumidor é fiel à marca.

No cenário base, a marca fica com 34% das escolhas. Com os 8% aplicados, cai para 21% — e o dado que muda a decisão não é esse: dos 13 pontos perdidos, 5 foram para o concorrente direto, 3 migraram para a própria garrafa de 600 ml e 5 viraram “não levaria nenhum”.

Ou seja: quase 40% da perda não foi para a concorrência, foi para fora da categoria. O aumento saiu de 8% para 4% e a empresa passou a olhar a 600 ml como defesa de preço, não como canibalização.

Cuidados que mudam o resultado

  • Sem a opção “não levaria nenhum”, o teste força uma escolha e superestima a demanda da categoria inteira. É o erro mais comum e o mais caro.
  • A ordem dos produtos precisa ser embaralhada por respondente. Prateleira sempre na mesma ordem mede posição, não preferência.
  • Preço redondo demais entrega o teste. Se todos os concorrentes terminam em 0,99 e o seu em 0,00, o respondente percebe qual marca é a do estudo.
  • Poucos cenários não formam curva. Com um preço só você sabe o share de hoje, não como ele reage — e reagir é a pergunta.
  • Gôndola não substitui teste de produto: ela mede escolha na prateleira, não se a pessoa gostou depois de consumir.

Perguntas frequentes sobre teste de gôndola

  • Qual a diferença entre teste de gôndola e Conjoint? — A gôndola responde uma pergunta de mercado: com estes produtos, nestes preços, o que o shopper leva. O Conjoint responde uma pergunta de projeto: quanto pesa cada atributo e o que aconteceria num produto que ainda não existe. Os dois se completam, e na VisionCX estão no mesmo plano.
  • Preciso de fotos profissionais dos produtos? — Precisa de imagens com fundo neutro e proporção parecida entre os itens. Foto muito melhor de um lado desequilibra a escolha — a diferença de qualidade vira uma variável do teste sem ninguém pedir.
  • Quantas pessoas preciso entrevistar? — Depende do número de SKUs e de quantos recortes você quer analisar. Para uma leitura geral, algumas centenas de respostas costumam bastar; para abrir por região ou perfil, o número cresce. Se você não tem a lista, o painel de respondentes resolve a amostra.
  • Dá para testar mais de uma categoria no mesmo estudo? — Dá, com prateleiras separadas dentro da mesma pesquisa. O cuidado é o tamanho: cada gôndola adicional aumenta o tempo de resposta, e questionário longo derruba a taxa de conclusão.
  • O respondente pode escolher mais de um produto? — Pode, quando o estudo é de cesta em vez de escolha única — é o formato certo para categorias em que se leva mais de uma unidade. O relatório muda junto: em vez de share de escolha, a leitura passa a ser incidência e composição de cesta.
  • Isso funciona por WhatsApp? — Funciona. A prateleira é feita para tela de celular e a pesquisa é distribuída por WhatsApp, link ou QR Code, como qualquer outra da plataforma.

O teste de gôndola está no plano Pesquisa e no plano Estudante — sem cobrança por estudo.

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