O cliente não precisa estar encantado para ficar: precisa não ter penado. O CES mede exatamente isso — o quanto a pessoa trabalhou para resolver o que precisava — e é a métrica de CX que melhor antecipa quem vai embora.
CES é a sigla de Customer Effort Score. A pergunta apresenta uma afirmação sobre facilidade e pede o grau de concordância, normalmente numa escala de 1 a 7.
A lógica por trás dele é contraintuitiva: encantar o cliente rende menos lealdade do que remover obstáculos. Quem precisou repetir o problema três vezes lembra disso por muito tempo, mesmo que no fim tenha sido resolvido.
É a métrica mais operacional das três: o resultado aponta para um processo específico — um formulário longo, uma transferência de setor, uma exigência de documento.
Na escala de 1 a 7, notas de 1 a 3 indicam esforço baixo — é onde você quer estar. De 5 a 7 é sinal de fricção, e cada ponto acima disso aumenta a chance de a pessoa não voltar.
Leia por processo, não por pessoa. CES alto quase nunca é culpa de quem atendeu; costuma ser regra interna, sistema lento ou política que obriga o cliente a insistir.
Cruze com o volume de reaberturas. Esforço alto e reabertura alta no mesmo processo é a assinatura de um problema estrutural.
O quanto você concorda: “a empresa facilitou a resolução do meu problema”?
Escala de 1 (discordo totalmente) a 7 (concordo totalmente). Repare que a afirmação é sobre facilidade — não pergunte “o quanto foi difícil”, porque inverte a escala e confunde na hora de comparar.