Soma de pontuação (constant sum)

Perguntar a importância de cada atributo numa escala devolve tudo importante. Dar 100 pontos para a pessoa dividir muda o jogo: para um item subir, outro precisa descer — e é aí que aparece a prioridade de verdade.

Na soma de pontuação, também chamada de constant sum, o respondente distribui um total fixo — quase sempre 100 pontos — entre alguns itens, conforme o peso que cada um tem para ele.

O total fixo é a mecânica inteira: ele transforma uma pergunta de opinião numa pergunta de troca, que é como a decisão acontece na vida real, onde orçamento e atenção são limitados.

O resultado já vem em escala comparável: se “preço” recebe 45 e “marca” recebe 15, dá para dizer que preço pesa três vezes mais — algo que uma escala Likert não permite afirmar.

Quando usar

  • Peso entre poucos atributos — De 3 a 5 itens é o ideal; acima disso a conta mental fica difícil.
  • Divisão de orçamento ou tempo — Como o cliente distribuiria investimento, atenção ou consumo entre opções.
  • Participação de marcas — De cada 10 compras da categoria, quantas são de cada marca.

Como se lê o resultado

A média de pontos por item é a leitura principal, e ela já é proporcional: os números somam 100 e podem ser comparados entre si diretamente.

Olhe também quantas pessoas deram zero a um item. Média razoável com muitos zeros indica público dividido — parte ignora completamente aquele atributo.

Compare segmentos. É comum o mesmo produto ter distribuições muito diferentes entre cliente novo e cliente antigo, e isso costuma redefinir a comunicação.

Enunciado pronto

Distribua 100 pontos entre os fatores abaixo, conforme o peso de cada um na sua decisão.

A pergunta só avança quando a soma bate 100 — a validação é automática, e é ela que garante que o dado saia comparável.

Erros que estragam o dado

  • Muitos itens. Dividir 100 entre oito coisas é conta difícil, e a pessoa desiste ou distribui igual.
  • Total esquisito. Use 100: é o número com que todo mundo pensa em proporção.
  • Itens que se sobrepõem. “Preço” e “custo-benefício” disputam os mesmos pontos e sujam a leitura.
  • Aplicar em público com baixa familiaridade numérica sem testar antes — a taxa de abandono sobe.

Perguntas frequentes

  • Por que 100 pontos e não outro total? — Porque 100 é a base natural de proporção: a pessoa pensa em porcentagem sem esforço, e o resultado já sai pronto para o relatório. Outros totais funcionam, mas aumentam a carga mental sem ganho.
  • É melhor que uma escala de importância? — Para medir peso relativo, sim: a escala deixa tudo empatado no alto, e a soma de pontuação obriga a troca. Para medir se um atributo é bom ou ruim, a escala continua sendo a ferramenta certa.
  • Dá para usar junto com Conjoint? — Dá, e se complementam bem. A soma de pontuação é rápida e declarada; o Conjoint deriva o peso das escolhas, sem perguntar diretamente. Quando os dois apontam para o mesmo atributo, a conclusão fica difícil de contestar.
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