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Como montar um questionário de pesquisa: boas práticas

Por Equipe VisionCX · 13 de julho de 2026 · Atualizado em 1 de outubro de 2026 · Leitura de ~12 min

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Como montar um questionário de pesquisa: boas práticas

Montar um questionário de pesquisa parece simples até chegar a hora de decidir o que realmente perguntar. Afinal, não basta colocar várias perguntas em sequência e esperar que as respostas tragam informações úteis.

Um bom questionário precisa ter propósito, lógica e, principalmente, fazer sentido para quem vai respondê-lo. Neste artigo, você aprenderá com fazer isso. 

Antes, você sabe o que é um questionário de pesquisa?

Antes de começar a montar o seu, vale dar um passo para trás: afinal, o que exatamente é um questionário de pesquisa?

De forma simples, ele é um conjunto organizado de perguntas criado para coletar informações de um determinado público. Essas respostas podem ajudar a entender opiniões, comportamentos, hábitos, percepções, necessidades e experiências.

Mas um questionário vai muito além de simplesmente reunir perguntas. A forma como elas são escritas, a ordem em que aparecem e as opções oferecidas ao respondente podem influenciar diretamente a qualidade dos dados coletados.

Por isso, quando o objetivo é realizar uma pesquisa confiável, cada pergunta precisa ter uma razão para estar ali.

É a partir desse cuidado que começamos a transformar respostas individuais em dados que podem revelar padrões e ajudar a tomar decisões com mais segurança.

Quais são os principais elementos em um questionário?

Um bom questionário não é apenas uma sequência de perguntas. Ele precisa ter uma estrutura que ajude o respondente a entender o que está sendo perguntado e, ao mesmo tempo, permita que a pesquisa gere dados úteis para análise. Alguns elementos são especialmente importantes:

Objetivo da pesquisa

Antes de pensar nas perguntas, é preciso saber o que a pesquisa pretende descobrir. O objetivo orienta todo o questionário e ajuda a evitar perguntas que não terão utilidade na análise.

Introdução

Uma breve introdução explica ao respondente o propósito da pesquisa e, quando necessário, informa quanto tempo ela deve levar, como as respostas serão utilizadas e outras orientações relevantes.

Perguntas

São o núcleo do questionário. Devem ser formuladas de maneira clara, objetiva e alinhada ao objetivo da pesquisa. Dependendo do que se pretende investigar, podem abordar opiniões, comportamentos, hábitos, experiências ou características do público.

Tipos de resposta

É preciso definir como o participante poderá responder. Podem ser utilizadas perguntas abertas, múltipla escolha, escalas de avaliação, respostas de sim ou não, rankings, entre outras possibilidades. A escolha depende do tipo de informação que você precisa coletar.

Ordem das perguntas

A sequência também importa. Normalmente, é interessante começar com perguntas mais simples e avançar gradualmente para questões mais específicas ou sensíveis. Uma organização lógica torna o preenchimento mais natural e pode reduzir o abandono.

Perguntas de perfil

Dependendo do objetivo do estudo, podem ser incluídas perguntas para conhecer o perfil dos participantes, como faixa etária, região, profissão ou hábitos de consumo. Essas informações permitem analisar se diferentes grupos apresentam percepções distintas.

Encerramento

Por fim, o questionário pode trazer uma mensagem de agradecimento e, quando fizer sentido, abrir espaço para comentários adicionais ou informar os próximos passos da pesquisa.

Quais são os tipos de questionário para pesquisa?

Quando falamos em tipos de questionário, não existe apenas uma forma de classificá-los. Eles podem ser diferentes tanto pela maneira como são aplicados quanto pelo tipo de informação que buscam coletar. Por isso, antes de escolher um modelo, vale pensar: o que você quer descobrir e com quem precisa conversar?

Questionário estruturado

É composto principalmente por perguntas previamente definidas e opções de resposta padronizadas. É bastante utilizado em pesquisas quantitativas, porque facilita a comparação e a análise das respostas de diferentes participantes.

Questionário semiestruturado

Combina perguntas fechadas com questões abertas. Assim, o pesquisador consegue coletar dados que podem ser comparados e, ao mesmo tempo, dar espaço para que o participante explique sua opinião com mais liberdade.

Questionário não estruturado

Tem maior flexibilidade e utiliza principalmente perguntas abertas. É mais comum quando o objetivo é explorar percepções, experiências e opiniões em profundidade, permitindo que o participante desenvolva suas respostas.

Quais são os tipos de perguntas para questionário de pesquisa?

Agora chegamos a uma parte que merece bastante atenção: o tipo de pergunta escolhido pode mudar completamente a informação que você consegue obter.

Uma pergunta aberta, por exemplo, dá liberdade para o participante explicar o que pensa. Já uma pergunta fechada facilita a comparação entre respostas.

Por isso, antes de montar um questionário, vale entender as principais opções:

Perguntas abertas

Permitem que o respondente escreva sua própria resposta, sem ficar limitado a alternativas predefinidas. São úteis quando você quer entender opiniões, sugestões, experiências ou motivos com mais profundidade.

Exemplo:
“O que você mais gosta em nosso produto?”

Perguntas fechadas

Apresentam alternativas previamente definidas e permitem que o participante escolha uma ou mais opções. São práticas para pesquisas quantitativas e facilitam a análise dos resultados.

Exemplo:
“Você já utilizou nosso serviço?”
( ) Sim
( ) Não

Perguntas de múltipla escolha

Oferecem várias alternativas e permitem que o respondente selecione uma ou mais respostas, dependendo da estrutura definida para a pesquisa.

Exemplo:
“Quais desses canais você utiliza para falar com empresas?”
☐ WhatsApp
☐ E-mail
☐ Telefone
☐ Chat
☐ Redes sociais

Perguntas de escala

São utilizadas para medir intensidade, satisfação, concordância ou percepção. O respondente escolhe uma posição dentro de uma escala previamente estabelecida.

Exemplo:
“De 1 a 5, quanto você está satisfeito com o atendimento?”

Perguntas de ranking

Pedem que o participante organize opções de acordo com uma determinada preferência ou importância.

Exemplo:
“Ordene os fatores abaixo de acordo com o que é mais importante para você ao escolher um produto.”

Perguntas dicotômicas

Apresentam duas alternativas de resposta, geralmente relacionadas a escolhas como sim/não, concordo/discordo ou tenho/não tenho.

Exemplo:
“Você recomendaria este produto para um amigo?”
( ) Sim
( ) Não

Perguntas de matriz

Reúnem várias afirmações ou itens que utilizam a mesma escala de resposta. Esse formato permite avaliar diferentes aspectos de um mesmo tema de maneira organizada.

Exemplo:
“Como você avalia os seguintes aspectos do atendimento?”

Aspecto

Muito ruim

Ruim

Regular

Bom

Muito bom

Tempo de espera

○

○

○

○

○

Cordialidade

○

○

○

○

○

Clareza das informações

○

○

○

○

○

Perguntas de classificação ou perfil

São utilizadas para conhecer características dos participantes e possibilitar a segmentação dos resultados.

Exemplo:
“Qual é a sua faixa etária?”
( ) Até 24 anos
( ) 25 a 34 anos
( ) 35 a 44 anos
( ) 45 a 54 anos
( ) 55 anos ou mais

No final, não existe um tipo de pergunta que seja melhor em todas as situações. A escolha depende do que você quer descobrir.

Se a intenção é medir e comparar resultados, perguntas fechadas e escalas podem ser bastante úteis. Se o objetivo é entender o motivo por trás de uma opinião, perguntas abertas podem trazer informações que uma alternativa pronta não conseguiria captar.

Como montar um questionário para pesquisa?

Montar um questionário de pesquisa começa antes mesmo de escrever a primeira pergunta. Afinal, se você não sabe exatamente o que quer descobrir, é fácil acabar com um formulário cheio de perguntas que, no fim, não ajudam muito na análise.

O ideal é construir o questionário de trás para frente: primeiro definir o objetivo, depois pensar nas informações necessárias e só então transformar essas necessidades em perguntas.

1. Defina o objetivo da pesquisa

Comece respondendo a uma pergunta simples: o que eu preciso descobrir com esta pesquisa? Pode ser entender a satisfação dos clientes, conhecer hábitos de consumo, avaliar uma marca ou identificar oportunidades de melhoria. Ter esse objetivo claro ajuda a manter o questionário focado.

2. Defina quem vai responder

Em seguida, determine qual é o público da pesquisa. Pense nas características das pessoas que realmente podem contribuir para responder ao problema investigado.

Dependendo do estudo, podem ser necessários critérios como idade, região, profissão, hábitos de consumo ou experiência com determinado produto ou serviço.

3. Escolha o que precisa ser perguntado

Com objetivo e público definidos, liste as informações que você precisa obter. Aqui vale uma regra simples: cada pergunta deve ter uma finalidade. Se uma questão não contribui para responder ao objetivo da pesquisa, talvez ela não precise estar no questionário.

4. Escolha o tipo de pergunta

Agora é hora de decidir como cada informação será coletada. Você pode utilizar perguntas abertas, fechadas, múltipla escolha, escalas, rankings, perguntas dicotômicas ou outros formatos.

A escolha deve considerar o tipo de dado que você precisa. Para medir satisfação, por exemplo, uma escala pode funcionar bem. Já para descobrir sugestões e opiniões espontâneas, uma pergunta aberta pode ser mais adequada.

5. Escreva perguntas claras e imparciais

Evite palavras difíceis, frases muito longas e perguntas que possam ser interpretadas de mais de uma maneira. Também tenha cuidado para não induzir o participante a escolher determinada resposta.

Em vez de perguntar:

“Você concorda que nosso excelente atendimento resolveu seu problema?”

é mais neutro perguntar:

“Como você avalia o atendimento que recebeu?”

A segunda versão deixa espaço para que o respondente expresse sua própria percepção.

6. Organize as perguntas em uma sequência lógica

A ordem das questões também faz diferença. Uma estrutura comum é começar com perguntas mais simples e gerais, avançar para questões específicas e deixar perguntas mais sensíveis ou informações de perfil para o momento adequado.

Quando as perguntas seguem uma lógica natural, o preenchimento tende a ser mais fácil para o respondente.

7. Evite deixar o questionário cansativo

Mais perguntas não significam necessariamente uma pesquisa melhor. Um questionário muito longo pode aumentar o abandono e diminuir a atenção dos participantes.

Antes de incluir uma nova questão, pergunte: “Eu realmente preciso dessa informação?”

Se a resposta for não, provavelmente ela pode ficar de fora.

8. Faça um teste antes de aplicar

Antes de enviar a pesquisa para o público, faça um teste. Responda ao questionário como se fosse um participante e observe se as perguntas estão claras, se as alternativas fazem sentido e se existe algum problema de navegação.

Também é interessante pedir que outra pessoa teste o questionário, porque ela pode perceber dúvidas que passaram despercebidas durante a criação.

9. Pense na análise antes de coletar as respostas

Esse é um ponto que muitas vezes fica para depois, mas deveria entrar no planejamento. Pense em como você pretende analisar os dados antes de finalizar as perguntas.

Isso ajuda a escolher formatos de resposta que facilitem a comparação e evita coletar informações que depois serão difíceis de organizar ou interpretar.

10. Escolha onde aplicar a pesquisa

Por fim, defina o canal de coleta mais adequado ao seu público: formulário online, e-mail, WhatsApp, aplicativo, site, entrevista ou outro meio.

O canal deve facilitar o acesso e o preenchimento, sem criar etapas desnecessárias para quem vai participar.

Como enviar um questionário de pesquisa?

Você já montou as perguntas, revisou tudo e agora vem uma dúvida bem prática: como fazer esse questionário chegar às pessoas certas?

A resposta depende do seu público, do tipo de pesquisa e, principalmente, de onde essas pessoas costumam interagir com a sua empresa.

Hoje, existem diversos canais para distribuir um questionário de pesquisa. Entre os principais estão:

E-mail

É uma opção bastante utilizada para pesquisas com clientes, colaboradores e bases de contatos. O questionário pode ser enviado diretamente no corpo do e-mail ou por meio de um link para a pesquisa.

WhatsApp

O WhatsApp pode ser uma alternativa interessante quando o público já utiliza esse canal para se comunicar com a empresa. A mensagem pode ser curta, apresentar o objetivo da pesquisa e direcionar o participante para o questionário.

SMS

O SMS permite alcançar o respondente diretamente pelo celular e pode ser útil para pesquisas que precisam ser respondidas rapidamente, especialmente após uma experiência específica.

Site

O questionário pode ser disponibilizado no próprio site, seja por meio de um convite, pop-up ou link em uma página específica. É uma alternativa interessante para coletar opiniões de visitantes e clientes durante a jornada digital.

Aplicativo

Se a empresa possui um app, a pesquisa pode ser apresentada dentro da própria experiência de uso. Isso permite, por exemplo, solicitar uma avaliação logo depois de o usuário realizar determinada ação.

Redes sociais

Instagram, Facebook, LinkedIn e outras redes podem ajudar a divulgar pesquisas para públicos mais amplos. Nesse caso, é importante considerar se as pessoas alcançadas realmente correspondem ao público que a pesquisa precisa ouvir.

QR Code

O QR Code é útil principalmente em ambientes físicos. Pode ser colocado em embalagens, cartazes, mesas, balcões, materiais impressos ou pontos de atendimento, levando o participante diretamente para o questionário.

Painel de respondentes

Quando a pesquisa precisa alcançar um perfil específico de participantes, também é possível utilizar um painel de respondentes. Nesse modelo, a empresa define os critérios do público que deseja pesquisar e a coleta é realizada com pessoas que atendem a essas características.

No fim, a escolha do canal deve partir de uma pergunta simples: onde está o público que você precisa ouvir? Não adianta escolher o canal mais popular se ele não alcançar as pessoas certas. O ideal é combinar o perfil dos respondentes, o objetivo da pesquisa e o momento em que o questionário será aplicado.

Qual plataforma para montar questionário de pesquisa usar?

Se você chegou até aqui, provavelmente já percebeu que montar um bom questionário de pesquisa é só uma parte do trabalho. Depois vêm a coleta das respostas, a organização dos dados e a análise  e fazer tudo isso manualmente pode transformar uma pesquisa simples em um processo bem mais demorado.

Uma alternativa é usar uma plataforma de pesquisa como a VisionCX, que reúne criação, distribuição e análise em um só lugar. A ferramenta permite criar pesquisas com diferentes tipos de perguntas e métricas, como NPS, CSAT e CES, além de distribuir o questionário por WhatsApp, e-mail, link, QR Code ou site.

Um dos recursos que pode facilitar bastante essa etapa é a inteligência artificial para criação da pesquisa: em vez de começar com uma tela em branco, você pode partir da descrição do que deseja investigar e a IA cria o questionário em segundos. Depois, é possível revisar e ajustar as perguntas antes de colocar a pesquisa em campo.

E a IA não fica apenas na criação. A plataforma também utiliza inteligência artificial para analisar respostas abertas, identificando temas e sentimentos e ajudando a transformar comentários em insights, algo especialmente útil quando a pesquisa recebe muitas respostas.

Quer montar seu questionário de pesquisa sem começar tudo do zero? Conheça a VisionCX e veja como montar sua pesquisa, enviar para os respondentes e analisar os resultados em uma única plataforma. Agende uma demonstração.

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Perguntas frequentes

Quantas perguntas deve ter um questionário de pesquisa?
Não existe número mágico, mas menos é mais. Para pesquisas de satisfação enviadas por WhatsApp ou respondidas no celular, o ideal é ficar entre 3 e 7 perguntas, porque a taxa de conclusão cai à medida que o tempo de resposta aumenta. Pesquisas mais profundas, como estudos de mercado, podem ter de 15 a 25 perguntas, desde que bem organizadas e com lógica de pulo. A regra prática é simples: cada pergunta precisa responder à pergunta 'o que vou fazer com esse dado?'. Se não houver resposta clara, corte.
Qual a diferença entre pergunta aberta e fechada?
Pergunta fechada oferece opções prontas para o respondente escolher (múltipla escolha, sim/não, escala de 1 a 5). Ela é rápida de responder e fácil de tabular, ideal para dados quantitativos. Pergunta aberta deixa a pessoa escrever livremente, o que revela motivos, linguagem e problemas que você não previu. O melhor questionário combina os dois formatos: use fechadas para medir e uma ou duas abertas para entender o porquê por trás dos números.
Devo usar escala de 5 ou de 10 pontos?
Depende da métrica. O NPS usa obrigatoriamente uma escala de 0 a 10, porque o cálculo (promotores menos detratores) depende desses cortes. Para satisfação (CSAT) e perguntas de opinião no estilo Likert, a escala de 5 pontos costuma ser a melhor escolha para PMEs: é fácil de entender, cabe bem na tela do celular e gera dados simples de analisar. O importante é padronizar: escolha uma escala por métrica e mantenha em todas as pesquisas para poder comparar resultados ao longo do tempo.
O que é uma pergunta que induz a resposta?
É uma pergunta formulada de um jeito que empurra o respondente para uma resposta específica, gerando dados enviesados. Por exemplo, 'O quanto você amou nosso atendimento excelente?' já assume que o atendimento foi bom. O correto seria perguntar de forma neutra: 'Como você avalia o nosso atendimento?'. Perguntas que induzem inflam artificialmente seus indicadores e escondem problemas reais, por isso são um dos erros mais graves ao montar um questionário.
Preciso testar o questionário antes de enviar?
Sim, e esse é o passo mais pulado e mais importante. Antes de disparar para toda a base, aplique o questionário em um grupo pequeno (5 a 10 pessoas), de preferência parecido com seu público real. O pré-teste revela perguntas confusas, opções faltando, erros de digitação e problemas de exibição no celular. Corrigir isso antes evita respostas ruins que você não pode mais recuperar depois que a pesquisa foi para a rua.
IL

Ismael Longhi

Especialista em pesquisa e Customer Experience. À frente da VisionCX, escreve guias práticos sobre NPS, CSAT, CES e como transformar o feedback dos clientes em decisão — sem jargão e com o pé na operação.